Y

y, palavra que em tupi-guarani significa água, fluxo, fluido

Doando nessa vaquinha (link: https://www.catarse.me/y_livro_df0e/#about) vocêcontribui para a primeira edição com lançamento e exposição do livro “Y”, com obras de poetas e artistas interseccionais brasileires.

Chuva de palavras soltas nas folhas.

Segredos, revelações e desabafos. Vivencias.

Relatos de jovens negros, indígenas, periféricos, LGBTS e transvestigeneres vomitam o que tínhamos que falar faz tempo: uma vida de repressão diária e luta.

Memórias.

Convido você a contribuir para um projeto-sonho, de publicarmos prosas, poesias e artes visuais afluentes da nossa presença. Rio, existência. Reexistência….

“Y” é a primeira publicação impressa do Outra Literatura, editora idealizada por Tertuliana Lustosa, iniciada online através do link www.outraliteratura.com.br

A publicação é dividida em três partes, que são três movimentos de águas: chuva, oceano e rio, que remetem, respectivamente, às formas de poesia, prosa e artes visuais.

O livro “Y” é composto pelos autores

Alana Carvalho

Aika Cortez

Augusto Braz

Danie Gues

Fernanda Vieira

Igor Damasio

Ingrid Lemos

Julia Aiz

Junior Ferreira

Lyz Parayzo

Maria Clara Pinto

Mateus A. Krustx

Mayara Velozo

Passarinho (Mateus Barros)

Pavuna Luz

Peter Franco

Rezi de Souza

Contribua no link: https://www.catarse.me/y_livro_df0e/#about

Mary Kay – Rap, poesia marginal, compromisso

Por Tertuliana Lustosa

O lançamento do clipe “Mary Kay” aconteceu dia 16 de novembro no Ganjah Lapa – RJ. Aika Cortez, mais conhecida pela música “Aik-47” e pelas diversas rodas culturais por onde passou, soltou no YouTube o seu novo clipe, que dispensa comentários, passa sua mensagem ironicamente.

Mary Kay, e não só essa mas todas as marcas de moda: vocês estão prontas para uma geração do rap que usa seus símbolos capitalistas mais preciosos para questionar seu padrão de beleza? Não é sobre branquitude e capitalismo, é sobre mulheres negras, transaliadas, que chegam a lugares e constroem trajetória para falar sobre suas questões.

No clipe, são muitas as manas do role, e eu gostaria de destacar a artista Pamela Belli que faz parte da dupla “Thunder Trash” e que dança ao estilo do funk no clipe, marcando uma das características da música da Aika: um quê de funk no rap (que hoje inclusive é super apontado como tendência por artistas como MC Cabelinho, MC TH e DJ Rogerinho do Querô). É o rap, é o funk!

Não acho que falar muito substitui a delícia que ficou o clipe e a sacada da sua relação imagem-som, que dá todo o sentido ao trampo. Se liga aí…