Oficina Escritos Trans 2018.1

Por Tertuliana Lustosa

A Oficina “Escritos trans: literatura, gênero e poder” acontece na COART/UERJ e faz parte das oficinas de literatura da instituição, também em parceria com a Universidade Indígena, Aldeia Maracanã.

O panfleto de divulgação na parede da exposição aberta no dia 4 de julho conta com a descrição dos resultados visuais da oficina, que é de literatura, mas interdisciplinarmente:

“A oficina introduziu um panorama teórico sobre gênero e sexualidade, trazendo à discussão os vocabulários LGBTs e transfeministas, deparando-se com questões como: quem classifica quem e sobre como a dissidência é taxonomizada mas também cria seus termos e contravocabulários. A partir das escutas de si, foram produzidos materiais por meio das linguagens artísticas: escritos de militância, diário, escrita cega, zine, xilogravura, tendo sido estudadas também as linguagens de cordel, prosa, poesia e literaturas no campo ampliado, que culminou num último encontro na Aldeia Maraca´nã. O resultado são pequenas produções individuais e coletivas de materiais que estão entre poesia, literatura marginal, arte popular e artes visuais.
Organizadora
Tertuliana Lustosa
Participantes
Julia Aiz
Pedro Bento
Ingrid Lemos
Renato Pinto
Rezi
Gabi Barreto
Alana de Carvalho
Maria Clara Pinto”
Como resultado de uma pesquisa, coletivamente estudamos alguns parâmetros da militância Trans dentro da arte e da literatura, compreendendo sua diversidade e também produzimos um zine chamado CORPO DISSIDENTE. Segue o resultado dessas duas pesquisas foram esse zine agora publicado online no site:

Cordel Corpos Visíveis

Por Tertuliana Lustosa

Criação coletiva durante a oficina CORDEL DISSIDENTE na mostra Copos Visíveis, no dia 09/06/2018. Devido à censura do prefeito do Rio de Janeiro Crivella, levando à transferência da mostra em parte da Arena do Parque de Madureira para a Fundição Progresso, nos solidarizamos e unimos as oficinas CORDEL DISSIDENTE e DRAMATURGAY, ministrada por Peter Franco.

>>>DRAMATURGAY / Peter Franco
Workshop Processos da autobiografia e escrita no teatro documental

O autobiográfico, o teatro documental e a construção de nossas próprias narrativas LGBTQI+. A oficina será conduzida a partir das seguintes questões: de que modo as narrativas pessoais podem ser contadas, escritas, faladas e quais são as relações e os motivos do seu silenciamento.

>>>CORDEL DISSIDENTE / Tertuliana Lustosa

A Oficina parte de uma introdução teórica sobre a história e as origens da literatura de cordel e a produção de um verso de poesia de cordel numa estrutura tradicional e outra num estilo totalmente livre. A segunda parte do curso é a confecção de xilogravuras.

As oficinas dialogaram muito e como resultado tivemos o cordel CORPOS VISÍVEIS, com escritas de si, imagens em xilogravura e reflexões sobre corpo dissidente e censura:

cordel CORPOS VISÍVEIS

Cordel Sertransneja

Por Tertuliana Lustosa

O cordel Sertransneja pertence ao Coletivo Xica Manicongo, que reúne gestos de criação artística, partindo de diversas perspectivas e militâncias iniciadas na cidade do Rio de Janeiro: Nordeste, cidades do interior, LGBT, transfeminismo.

Esta publicação é inédita, no entanto este mesmo cordel já circulou em diversos espaços servindo como venda autônoma para pessoas trans, LGBTs e periféricas.

Recentemente a autora da xilogravura, Matheus Passareli, que fez a capa do cordel veio a falecer, e é fundamental destacar a importância das suas obras.

Autores: Matheus Passareli, Tertuliana Lustosa, Lidi de Oliveira, Wescla Vasconcelos.

Matheusa Vive!

Acesse o cordel através do link abaixo:

Cordel SERTRANSNEJA